COMÉRCIO DE
VINHOS

O comércio de vinhos beneficiou-se da clientela, cada dia mais considerável,
dos países do norte, especialmente dos Países Baixos, Flandres e Inglaterra
grandes apreciadores dos vinhos do Porto, Madeira e Jerez, alguns outros vinhos
mediterrâneos e, sobretudo, os Bordéus, Borgonha e mais tarde, os champanhes.
Burdeos pertenceu à Inglaterra do século XII ao XV.
O consumo de vinho era muito elevado nos países do
norte, chegando o seu consumo a ser superior do que nas próprias regiões
produtivas.
Quando, em 1579, os holandeses alcançaram a sua
independência, dirigiram todos os esforços para o comércio. Possuíam uma marinha
numerosa e bem organizada, assim como feitorias e armazéns. Praticando de uma
maneira sistemática os estudo dos mercados, chegaram a criar necessidades e a
estabelecer o consumo dirigido. Nos tempos de Luís XIV compravam grandes
quantidades de vinho de pouco valor que misturavam, adulteravam e revendiam
obtendo grandes benefícios, e isso nas barbas dos países exportadores que
respeitavam escrupulosamente a integridade e pureza e onde o comercio de vinhos
era objecto de una atenta vigilância por parte das autoridades e
corporações.